Estava pensando hoje sobre o quanto somos educadas para depender da atenção das pessoas. Se não temos o que queremos ou a quantidade de atenção que se estima suficiente, entramos em melancolia. Mulher, mulher... enígma. Mas de forma geral vivemos atrasadas em nossas vidas, lembrando que somos fortes porque saimos de abismos, de traumas, de dores muito profundas. Mas acredito que somos realmente fortes quando conseguimos sofrer o que tínhamos que sofrer no tempo que precisava sofrer e depois, como se fóssemos " As senhoras de todos os poderes", simplesmente viramos a página borrada e vivemos felizes. Assim, sem enganações. Sei que a dor é sempre mais lembrada do que o que é realmente bom,mas se pararmos para analisar, estamos sempre lembrando que um dia sofremos, que foi difícil ,mas que agora estamos bem, né. Será que estamos bem? Será que estar bem não seria esquecer?
E alguém levanta do meio do mundo e diz: Impossível esquecer a dor, o sofrimento que passei. Mas vida é isso. Dor, sofrimento, renuncias, desapegos e também, é melhor lembrarem, felicidade. Muita alegria. Então não se boicote. Quando começar a pensar no quanto você já sofreu ( não estou menospresando a dor de ninguém, não me entendam errado), pense nos momentos felizes. Escolha no que pensar, o que sentir. Isso é superar de verdade. Eu aprendi com uma bruxa, que tem uma magia que funciona para dores sem fim: Você precisa de ter um momento a sós, e que neste momento cuidadosamente escolhido, você volta a sentir aquela dor, mas de verdade, por escolha, de propósito. Depois de chorar muito, sofrer muito, determine que será a última vez, e que nunca mais voltará a passa por aquele pensamento. Após este momento, escolha algo que remeta aquela lembrança, um objeto. Pode ser uma foto, um cd, uma letra de música , qualquer coisa que represente aquela dor sem fim, e queime. Isso mesmo, queimeeeeeee! E depois recolha as cinzas e coloque no mar. Pronto, está feito. Eu já fiz e consegui inclusive amadurecer, pois passei muito tempo adoscelente, na verdade até os 26 anos. E resolvi isso, doei uns ursinhos da infância pra umas crianças, roupas, doei também, e queimei umas cartas que estavam me incomodando, com lembranças que deveriam ir embora. Sou muito mais feliz a cada dia, pois busco isso. Fica a dica! Com carinho.
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